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UNHAS ROÍDAS

  • Foto do escritor: Daiane Raissa de Souza
    Daiane Raissa de Souza
  • 10 de fev. de 2024
  • 3 min de leitura

Antes de começar a trabalhar preciso organizar minha cabeça.

Nesses momentos de ansiedade e tristeza a minha vontade é de sumir, desligar celular e redes sociais, não falar com ninguém, ir para outro país. Apenas respirar e me sentir viva

Mas talvez a confusão mental, preocupação, roer as unhas, tudo isso seja sinônimo de estar viva também.

 

O que eu quero dizer que eu queria me acalmar e fazer o que eu tenho que fazer e o que eu gosto de fazer com tranquilidade e paz. Não queria ter que sentir essa briga interior que me deixa sem ar.


Tem tanta coisa para fazer e tanta que eu gostaria de fazer, mas está tão difícil.

Vou expor minha situação aqui e depois tentar analisar como minha própria terapeuta.

Então seja bem vinda a sessão de terapia aberta.


Essa manhã minhas UNHAS ESTAVAM TODAS ROIDAS

Descobri que posso fazer uma faculdade de teologia pelo mesmo valor do urso de inglês que estou fazendo.

Essa oportunidade está muito atrativa, mas o fato de ter que preparar os documentos, escrever cartas de recomendação e de apresentação está me deixando nervosa, porque acho que me faz pensar muito na minha vida espiritual e meu relacionamento com Deus, sonhos missionários e essas coisas. A insegurança com a capacidade de compreensão e domínio da língua ao ponto de estudar em inglês.

O fato de estar lidando com pouco dinheiro, tudo é tão caro, e parece que sempre tenho pouco, tudo é risco e nunca tenho o suficiente para progredir, apesar de eu ter o suficiente para pagar as contas e fazer uma possível faculdade agora, isso é um progresso, certo ? (acho que nesse ponto já é o meu eu terapêutico falando)


O fato é que pensamentos como esse causam uma discussão assídua na minha cabeça. Uma voz apresentando os medos e possíveis coisas que podem dar muito errado e a outra voz tentando acalmar, mas a ansiedade é tão forte que não consigo absorver as palavras que era suposto me acalmar.

O que eu faço então ?

Eu me saboto

Tento desesperadamente sentir algo mais forte que sobreponha a ansiedade,

Sentir algo como prazer.

Eu não bebo, não fumo, mas fico ansiosa por toque físico.

E aí entra outro conflito, porque eu não sou cuzona, então não quero apenas "usar" de alguém que já goste de mim, pelo contrario eu me afasto delas, pois não estou com cabeça para lidar com sentimento sério.

Ai quero encontrar alguém simplesmente casualmente, mas minha mente me condena, e tem outra parte que também não quero ser babaca com um cara (apesar de muitos deles serem)

E também não posso chegar em alguém e dizer "Ei só quero ser beijada e tocada"

Primeiro porque descobrimos algo idiota sobre os homens que eles precisam da caça, então se alguém quer simplesmente transar, eles simplesmente perdem o interesse ou fazem de você uma boneca sexual. Homem é perigoso, e mulher complicada eu sei

Na verdade, neste momento já começo me arrepender das coisas que estou expondo aqui e duvidando do sentido, mas só estou escrevendo.

Talvez com o tempo, estudo e prática meus textos terão mais fluidez no futuro.


Sendo muito sincera existem momentos que se eu pensar muito sério eu estou completamente perdida

Já não sei mais quem eu sou ou que eu quero

Não sei

Não sei

As vezes eu vou seguindo de acordo com que a Daiane adolescente desejou por anos ardentemente, como estudar teologia.

Ou me agarro em fagulhas de sentimentos gerados quando entro em contato com coisas que me aproximam disso, por exemplo uma canção de adoração sincera a Deus, uma boa discussão sobre pecado e vida eterna, ou um culto na igreja. Coisas como essa acendem uma pequena chama ...


Agora mais um problema, não vou conseguir terminar o texto com a parte terapêutica, preciso ir dar comida para os cachorros e tomar banho.

Mas como está exposto por aqui, fique livre para dar seu conselho terapêutico querido leitor.


 
 
 

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